"Percorri toda essa trajetória e até agora não cheguei a lugar algum.
Sim, acredite, eu mudei muito. Descobri dentro de mim mesma, uma pessoa muito paciente, muito esperançosa muito corajosa, muito guerreira. Mas chega um ponto que as forças acabam, o corpo pede descanso e a mente já não funciona.
Meu coração já não aguenta mais bater, as lágrimas já não chegam aos meus olhos, e minhas pernas não sustentam mais o meu corpo. Isso tudo porque aquela mensagem de "eu te amo" não chegou aos meus ouvidos, esse tempo todo. "
Anne Martins

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Bruna Rodrigues.


E lá estava ela, com seus quatorze anos e nove meses, seus cabelos loiros beirando sua cintura, e um sorriso encantador em seu rosto.


Menina, menina de pouca idade, parava o transito todas as vezes em que passava, sem nem ao menos perceber a maldade que passava pela cabeça das pessoas ao admirar sua beleza escancarada.


Como pode uma pessoa de tão pouca idade ter tanta história pra contar?! Como pode um coraçãozinho tão novo, ter tantas cicatrizes, e tantas lembranças de um único amor passado.


Sempre muito animada, algumas vezes mal-humorada, nem sempre estava aberta para novas amizades, talvez para evitar constrangimentos futuros, não sei.


Impressionantemente apaixonada por sua família e por Júlia, uma amiga de infância pela qual ela guarda um sentimento inigualável.


Torcedora fervorosa ela defendia seu time de coração, Botafogo, com unhas e dentes.


Sempre aparentou ser mais velha, muito sensata e coerente em seus discursos, demonstrava ser uma pessoa muito madura.

Quando eu à conheci, fiquei impressionada com sua pouca idade, muito contida em seus comportamentos. Não me lembro, de ao menos uma vez, ter visto-a com atitudes efusivas. Via sim, diversas vezes até, oscilações de humor, muitas rizadas e quietudes no mesmo momento.


É inútil dizer que eu a amo, que eu a tenho como parte de mim, parte de minha família, não mais que nada, que apenas a amo. Pois em meus atos sempre fiz questão de demonstrar isso.


Palavras em tom de criança, sempre gostei de conversar com ela, quando estou com ela sinto em seus olhos a inocência de uma menina, e em suas palavras a malícia de uma mulher.


Grande menina, com pensamento de mulher, sempre tão dedicada à ajudar os outros, sentimental, ela se preocupa com aqueles que pouco têm, certo dia ela me disse que sente vontade de ir à um orfanato para ajudar as crianças, e ter noção como é a realidade daqueles que nada têm.


Minha Menina, me preocupo tanto quando imagino lágrimas caindo por esse rosto, na solidão de seu quarto, só de imaginar acabo chorando junto. Se eu ao menos pudesse ajudar de alguma maneira à conter qualquer tipo de sofrimento seu, tomar para mim todo e qualquer sofrimento que viesse a te machucar, só para ter a certeza que veria sempre um sorriso nesse rosto.

Não sei como posso chamar esse meu sentimento, talvez amizade, mas tenho tanto cuidado com essa menina, como se ela fosse uma de minha bonecas de porcelana, ou um cristal de valor incalculável.


"Menina, não deixe que ninguém te magoe, não deixe que ninguém te machuque, não deixe que ninguém te faça mal. Não lute contra você mesma, não aceite sentimentos que te façam mal, não chore por alguma coisa que não valha a pena, não se deixe levar por maus pensamentos.

Não deixe que esse brilho nos seus olhos se apague, nunca."












Seja sempre essa menina, grande menina, minha linda menina.











E eu estarei sempre aqui para te proteger, te defender e inumeras vezes te dizer:




te amo, menina.









Um comentário:

Bruna disse...

Amei, amei amei

Obrigaaaaaaaaaada!

(L)