"Percorri toda essa trajetória e até agora não cheguei a lugar algum.
Sim, acredite, eu mudei muito. Descobri dentro de mim mesma, uma pessoa muito paciente, muito esperançosa muito corajosa, muito guerreira. Mas chega um ponto que as forças acabam, o corpo pede descanso e a mente já não funciona.
Meu coração já não aguenta mais bater, as lágrimas já não chegam aos meus olhos, e minhas pernas não sustentam mais o meu corpo. Isso tudo porque aquela mensagem de "eu te amo" não chegou aos meus ouvidos, esse tempo todo. "
Anne Martins

domingo, 13 de março de 2011

Um amor, um carnaval.

Não sei, ao certo, o que aconteceu
Não sei se é certo o que aconteceu.
Mas não sai da minha cabeça 
O dia de carnaval que a gente se conheceu.

Mas infelizmente chegou ao fim
O meu amor de carnaval chegou ao fim
Sem, ao menos, ter começado.

Eu queria ter te dito o que eu estava sentindo
Pra falar a verdade, eu não queria ter sentido
Eu nem sei se é certo o que eu senti

Percebi em mim, o silêncio
Há tempos atrás minha alma gritava
Meus olhos, brilhantes, falavam por mim
E eu, sem nem ao menos abrir a boca, estava gritando..
Eu te amo, eu te odeio, eu te quero, saia daqui !

E agora?
Quero falar alguma coisa
Mas a única coisa que me vêm à cabeça é:
"O que é o amor?"
Carnaval !
Silêncio..

Ó, pai...colocai música na vida daqueles que não escutam
Colocai luz nos olhos daqueles que não enxergam
Colocai amor na vida de todos nós.
Silêncio...

De que me basta viver de amor, de amar?
Ser redundante a ponto de começar e terminar no mesmo lugar
O amor
Se o resto do mundo, nem ao menos sabe o significado desse verbo.
Silêncio...





Amor e luz,
Siga na luz, ouça o amor e grite:

É CARNAVAAAAL !



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O que eu faço?

Preciso escrever, mas não consigo. O que eu faço?
Preciso fumar mas não tenho cigarros. O que eu faço?
Preciso beber, mas acabou o álcool. O que eu faço?
Preciso viver, mas me sinto morta. O que eu faço?

Amo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Viagem sem volta..

Me recordo de todos os fatos acontecidos. No dia anterior eu havia passado a noite na casa de uma amiga e chegado em casa bem tarde, quase de manhã. Dormi, dormi bastante, acordei quase na hora do almoço e ao tomar café da manhã, o telefone tocou com a notícia que você havia partido. Eu já esperava, sabia que você já estava com as passagens compradas e que a data do embarque estava por chegar, mas naquele momento me bateu uma aflição, uma nostalgia, um medo de não ter aproveitado ao máximo o pouco tempo que você passou conosco.
Quando a notícia chegou, entrei em desespero, afinal você foi sem nem ao menos se despedir, sem avisar que estava indo, sem anunciar a partida. Apenas entrou no avião e partiu.
Após ter dado a notícia aos familiares, corri para o hospital para ver como estavam as coisas por lá, chegando lá me deparei com seu pai de joelhos com as mãos na cabeça chorando como uma criança, sua mãe olhando para o nada e a sua parte terrestre, seu corpo, nas mãos da sua tia-avó. Sem nem ao menos me perguntar se eu queria, ela colocou seu corpo em minhas mãos e naquele momento eu caí em prantos, acho que foi a pior sensação que eu já senti em minha vida. Segurar o corpo de uma criança morta nos braços não é nada fácil, nunca esquecerei.
Logo após tudo passou muito lentamente, eu senti a necessidade de ver o mar e assim fiz. E as horas pareciam não passar, e essa agonia não passava.
Hoje, quando fomos nos despedir do seu corpo, pra sua mãe foi o momento mais difícil, pensei que ela fosse desmaiar, mas ela até que foi forte, seu corpo estava lindo. Vestido de branco no caixão branco com flores brancas enfeitando.
No triste caminho para o ultimo adeus eu me deparei com uma frase que mexeu ainda mais comigo, a frase dizia: Eu fui o que tu és e um dia tu serás o que eu sou.

Descanse em paz meu pequeno guerreiro, o pouco tempo que você ficou conosco, deixou sua marca, e foi muito amado,serás amado eternamente por todos nós, até que um dia todos nós sejamos o que você é: um ANJO.

Te amamos.